quarta-feira, 22 de julho de 2009

Simulação Dinâmica (2)

Perceber como funciona o ambiente de simulação dinâmica no Inventor pode não ser fácil. Embora convenha dizer que dificilmente se encontrará software com tanto conteúdo didáctico instalado de raiz como o Inventor (explorem a barra de comandos Get Started).

Proponho um exercício bastante simples para se começar a entender esta funcionalidade. Vamos projectar o modelo de um pequeno carro a deslizar por uma rampa inclinada.

Para obter esta simulação dinâmica vamos precisar apenas de projectar duas peças e aplicar duas Joints no ambiente Dynamic Simulation. O procedimento é muito simples e o resultado é interessante, se o Inventor consegue fazer isto a brincar, imagine-se o que poderá ser feito a sério.

1º passo – Criar a rampa. Neste caso utilizei uma Spline para criar o perfil da descida.

2º passo – Criar algo parecido com um carro. É óbvio que se poderia fazer o mesmo exercício com uma esfera ou um sólido simples.

Entretanto convém aplicar materiais às peças (terão influência no comportamento dinâmico das mesmas) e guardá-las no disco.

3º passo – Criar um conjunto. Introduzir primeiro a rampa e posteriormente o carro. Neste caso não será sequer necessário aplicar quaisquer restrições. Basta posicionar o carro na posição a partir da qual queremos que arranque, guardar o ficheiro .iam e avançar para o ambiente Dynamic Simulation.

4º passo – A única força a intervir no sistema será a gravidade. No browser, em External Loads, activamos a força da gravidade no valor default (9810 mm/s^2).

5º passo – Aplicar Joints. Primeiro aplicamos uma Joint do tipo Spatial. Será necessário seleccionar apenas um ponto na rampa (um qualquer vértice) e outro no carro, a direcção dos eixos das duas peças deverá ser igual. Depois aplica-se outra Joint do tipo 3D Contact entre as duas peças.

Depois de clicar play no Dinamic Simulation Player, o resultado deverá ser este.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Add-Ins para Inventor (2) - Materials Assistant for Inventor




Quem visita o Autodesk Labs frequentemente, sabe que volta e meia surgem novidades interessantes. Desta vez, para o Inventor, os senhores do Labs apresentam o “Sustainable Materials Assistant for Inventor”.


A ideia é a seguinte, analisar o projecto a fim de saber se o mesmo contém materiais tóxicos, se os produtos que o constituem requerem manuseamento especial, se é ou não reciclável, qual a “carbon footprint” do produto, etc. O assistente insere-se na aplicação como um add-in, é personalizável (podem editar-se as propriedades dos materiais em termos de sustentabilidade) e apresenta resultados em tempo real. O relatório de análise pode ser guardado em formato .html.

Download gratuito aqui.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Empresas que utilizam Autodesk Inventor (4)



A Marin é uma marca histórica entre os fabricantes de bicicletas de montanha. O mercado das bicicletas de montanha é um meio altamente competitivo onde os principais fabricantes mundiais se confrontam com produtos altamente optimizados.

No desenvolvimento deste tipo de produtos, a engenharia mecânica, a tecnologia de materiais e o design industrial são aplicados ao mais alto nível num processo que se pretende rápido e sem falhas. A Marin conta com o Autodesk Inventor para implementar essa filosofia exigente de trabalho.

Até 2006, a oferta de produto da Marin era limitada a apenas 3 modelos. Após a aquisição da primeira licença do software Autodesk Inventor, em 2007, a gama de produtos da marca passou para 24. Este aumento significativo de produtividade é o reflexo das capacidades de projecto do Inventor. Actualmente a Marin apresenta 76 modelos de bicicletas diferentes, que vão desde a utilização infantil à mais radical. Num projecto deste tipo serão particularmente úteis as capacidades de criação de Blocks em Sketch, projecto de estruturas soldadas e análise da resistência do conjunto pelo método dos elementos finitos.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Add-Ins para Inventor (1) - Tradutor para ficheiros Rhino

A revolução não pára... desta vez é para os senhores do Design Industrial que querem importar as suas geometrias para o Inventor. Tradutor para ficheiros Rhino, acabadinho se sair dos laboratórios da Autodesk. Façam download aqui.

Análise de tensões no Autodesk Inventor (1)



Quando a Autodesk integrou a primeira ferramenta de cálculo por elementos finitos no Inventor, confesso que passei horas a experimentar esta funcionalidade. Criava peças, definia materiais, aplicava cargas e observava os resultados. Depois redesenhava as peças, redefinia os materiais e reaplicava novas cargas… a possibilidade de observar o estado da peça em carga e a deformação da mesma em meia dúzia de segundos era fascinante.

A versão 2010 continua a fazer exactamente o mesmo e muito mais, além de peças individuais, podemos fazer a mesma análise em conjuntos de peças. E não apenas isso, agora temos novas formas de fixar as peças e novos tipos de cargas.

O módulo de análise por elementos finitos (FEA) do Inventor 2010 permite analisar o estado do conjunto em carga, podemos definir a forma como as várias peças se comportam em termos de contacto (bonded, separation, sliding, spring, shrink, etc.), podemos criar definições particulares para cada contacto e alterar a mesh em pontos específicos para obter mais rigor.

Resumindo e concluindo, tenham cuidado e não se deixem levar pela curiosidade em pleno horário de trabalho.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Utilização de Blocks em ambiente Sketch





A construção de qualquer peça no Inventor inicia-se com a execução de um Sketch. No caso de projectos que incluam conjuntos articulados, o ideal será partir de um Sketch comum para que todos os elementos do conjunto possam ser correctamente dimensionados.
Para optimizar esse processo, o ideal será recorrer a um Sketch com elementos móveis. Este tipo de Sketches sempre foi possível no Inventor. Através da gestão das restrições era possível simular o movimento de peças articuladas em Sketch, o problema era que à medida que o projecto se tornava mais complexo, tornava-se difícil lidar com as geometrias não definida e o excesso de linhas de dimensionamento.

Uma das novidades da versão 2010 é a possibilidade de criação de Blocks dentro de um Sketch. Vários elementos do Sketch podem ser seleccionados e agrupados num conjunto (Block), os elementos agrupados ficam restringidos entre si, cada Block pode ser diferenciado com uma cor própria e manipulado livremente no Sketch, criando-se restrições posteriores entre eles para simular as articulações do projecto. As linhas de dimensionamento respeitantes aos elementos dentro dos Blocks desaparecem, tornando mais visível o conjunto. Cada Block pode ser editado, fazendo-se duplo clique sobre o mesmo, ou na janela do browser.

No exercício mostrado como exemplo, pretendia-se dimensionar correctamente os elementos do braço articulado de uma escavadora. Utilizando-se um Sketch com elementos móveis, foi possível dimensionar todos os componentes, adequando-os às especificações procuradas: alcance total do braço, espaçamento entre os pontos de fixação dos actuadores hidráulicos, cavidades adequadas à amplitude de rotação de cada elemento, etc.

Neste caso, foi guardado um ficheiro .ipt contendo apenas o Sketch. Posteriormente, cada peça do conjunto foi construída como uma derived part desse ficheiro, sendo que, alterando-se esse Sketch inicial, todas as peças do conjunto final se adaptam.

Finalmente foi feita uma demonstração da mobilidade do conjunto utilizando-se o módulo Studio. Para se obter o resultado abaixo, basta fazer variar as restrições relativamente à timeline.
Posso disponibilizar este ficheiro por email.


quarta-feira, 24 de junho de 2009

Relatórios em Inventor (2)


Uma das novidades do Inventor 2010 é a melhoria das funcionalidades de tradução de ficheiros.

Quando solicitamos a abertura de um ficheiro, para além dos formatos familiares, associados ao Inventor, aos outros produtos Autodesk e aos formatos 3d standardizados, encontramos também formatos específicos de aplicações como Catia, Pro-Enginner, SolidWorks e NX entre outros.

Se considerarmos que algumas indústrias adquiriam licenças dispendiosas destes softwares apenas para abrir ficheiros de terceiros, concluímos que este nível de interoperabilidade representa um grande avanço nas potencialidades da aplicação.

O processo de tradução é automatizado, as peças convertem-se em ficheiros .ipt e .iam para modelação em ambiente Part ou Assembly e posteriormente podem ser reconvertidas para os formatos de origem.

Depois de aberta uma peça ou conjunto de um destes formatos, se expandirmos o item 3rd Party, na janela do browser, acedemos ao relatório de tradução (Translation Report).
Este relatório em formato .html, identifica os seguintes dados:

Informações Gerais:

Source File – a localização do ficheiro original.
Translator Type – o módulo de tradução utilizado.
Sending System – o sistema utilizado para envio do ficheiro.
Author – o autor do ficheiro original.
Translation Time – o tempo que durou o processo de tradução.

Opções do tradutor:

Import Type – tipo de tradução.
Entity Tipes to Import – o tipo de entidades importadas (sólidos ou superfícies).
Import Assembly as Single Part – indica se o conjunto foi ou não convertido numa única peça durante a tradução.
Units – indica as unidades de medida utilizadas (milímetros ou polegadas).
Check Parts during Load – indica se as peças foram ou não verificadas durante o processo de abertura.
Auto Stitch and Promote – indica se houve ou não tratamento automatizado de superfícies.
Enable Advanced Healing – indica se o tratamento avançado para erros de superfície e sólidos esteve activado durante o processo de tradução.


Componentes:

Esta tabela apresenta a designação de cada componente traduzido (se se tratar de um conjunto), a sua localização e o estado da tradução (Successful ou Failed).